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A Esposa Mostrou as Unhas na Mesa do Café e a Amante Descobriu Pra Onde Ia o Dinheiro

Parte 2 de 2 Vídeo de 2:03

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Todo sábado, Daiane paga quinhentos pra 'chifruda' fazer a unha e deixar a casa livre. Só que hoje a esposa não saiu: está atrás da porta, com um pau na mão, e nunca viu esse dinheiro.

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A história completa

Era meio-dia de sábado, e o sol batia forte no piso de pedra bege do quintal. A porta de alumínio estava aberta para a rua de bloquete, e atrás da folha, onde ninguém olha, estava a Rosângela. Regata preta, short vinho, o coque alto bagunçado e um pedaço de pau cru erguido no ombro, segurado com as duas mãos.

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De manhã, ela tinha dito ao marido que ia passar o dia na casa da mãe. Não foi.

O Wellington entrou de camisa havaiana aberta no peito, todo à vontade. Atrás dele vinha a Daiane, de cropped preto, unhas compridas pintadas de vermelho e pulseira dourada no pulso. Nenhum dos dois olhou para a porta.

— A chifruda da sua mulher saiu?

— Saiu, amor. Tá fazendo a unha.

A Daiane enfiou a mão no bolso do short de moletom e tirou as notas dobradas.

— Toma quinhentão pra chifruda fazer a unha de novo.

— Ah, amor, não precisa não.

Foi aí que a Rosângela encostou o pau na parede e saiu de trás da porta.

— Pra mim? Pra fazer unha?

Puxou o dinheiro da mão do marido antes que ele entendesse o que estava acontecendo.

— Precisa sim, amor.

A Daiane não esperou: saiu correndo pela porta, rua afora. O Wellington ficou parado, branco, sem saber se ia atrás dela ou se ficava. A Rosângela decidiu por ele.

— Vai buscar ela, que eu faço um cafezinho!

Ele foi. E ela ficou sozinha no quintal, olhando para as notas na mão. Abriu os dedos devagar: unhas curtas, roídas, sem esmalte nenhum. Unhas de quem esfrega chão dos outros a semana inteira.

— Unha de novo? Nunca vi um real.

E agora você vai ver o que aconteceu quando a amante voltou para tomar o café da chifruda.

O cafezinho da chifruda

A Rosângela deu as costas para a rua e foi até a mesinha encostada na parede da esquerda, a da toalha lilás. Pegou a garrafa térmica vermelha e encheu os dois copos americanos sem pressa nenhuma, como se fosse um sábado qualquer.

Pela porta de alumínio, o Wellington voltou. Pálido, olhando para o chão, trazendo a Daiane pelo braço. Ela entrou desconfiada, olhando para todo canto, procurando o pedaço de pau.

A Rosângela nem levantou a voz.

— Senta aí, moça. A chifruda passou um café.

A Daiane sentou numa das cadeiras de plástico brancas. O Wellington ficou em pé, no meio do quintal, sem lugar.

A Rosângela sentou na outra cadeira, de frente para a amante. Esticou as duas mãos em cima da toalha lilás, bem ao lado das mãos da Daiane. De um lado, unha comprida, vermelha, brilhando no sol. Do outro, unha curta, roída, sem cor nenhuma.

— Olha a unha da chifruda, moça. Tá feita?

A Daiane olhou. Olhou de novo. E dava para ver no rosto dela a conta sendo feita ali mesmo, sábado por sábado, nota por nota. Ela se virou devagar para o Wellington.

— Todo sábado eu te dava quinhentos, Wellington!

Ele abriu a boca, mas não saiu nada. Não tinha o que sair.

A Rosângela ergueu o copo de café com uma mão e, com a outra, apontou a porta.

— Vai pra rua, Wellington. O café é só nosso.

A Daiane pegou o outro copo. As duas bateram os copos americanos, olhando para ele. E o homem que tinha entrado ali como o esperto dos quinhentos saiu pela porta de alumínio de mãos vazias.

A Rosângela se levantou, chegou perto, apertou as notas contra o peito e sorriu.

— Chifruda, sim. Mas hoje quem faz a unha sou eu.

Seis meses sem trabalho

Fazia seis meses que o Wellington não trabalhava. Quem pagava a luz, o gás e o arroz era a Rosângela, com o dinheiro das faxinas. Saía cedo, voltava com as costas doendo e as mãos ardendo de produto de limpeza. Unha bonita, para ela, era coisa de outra vida.

E todo sábado ele perguntava a mesma coisa: se ela ia para a casa da mãe.

Para a Daiane, ele contava outra história. Dizia que a esposa passava o sábado inteiro no salão, fazendo a unha. E a Daiane, para ter a casa livre, começou a pagar. Quinhentos por semana, “pra chifruda demorar”.

Só que a chifruda nunca pisou no salão. O dinheiro parava direto no bolso dele.

A palavra que entregou tudo

Na terceira pergunta sobre o sábado, a Rosângela entendeu. Homem que não liga para onde a mulher vai não pergunta três vezes.

Falou que ia para a mãe, pegou o primeiro pedaço de pau que achou no quintal e ficou atrás da porta.

Ouviu ser chamada de chifruda. Ouviu que estava no salão. E ouviu a palavra que entregou tudo: de novo.

Ela podia ter usado aquele pau. Tinha força para isso e tinha motivo de sobra. Mas sabia que, em homem desses, o que dói não é a pancada. É a conta chegando. Por isso mandou buscar a moça.

A conta no copo de café

A Daiane só voltou porque queria entender. E entendeu na hora em que olhou para as mãos da Rosângela: unha curta, roída, sem esmalte nenhum.

Fez a conta ali, no copo de café: mais de dez mil reais. Dez mil reais que ela achava que estava pagando para tirar a esposa de casa e que, na verdade, bancavam a cerveja e a vagabundagem do homem que enganava as duas.

Levantou, foi embora e nunca mais atendeu o Wellington.

A unha vermelha

Naquela tarde, a Rosângela foi ao salão da esquina e fez a unha que nunca tinha feito. Vermelha. Paga com o dinheiro da amante.

Quando o Wellington voltou, a sacola com as roupas dele estava na calçada.

A vizinhança chamou ela de chifruda. Mas, no fim, quem ficou sem as duas foi ele.

Quem trai acha que está sendo esperto. Na verdade, está só cavando a cova com a unha dos outros.

E você, me conta aqui embaixo: servia o café para a amante ou botava os dois para fora? E a Rosângela fez certo em ficar com os quinhentos?

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Esta é uma obra de ficção. Personagens, lugares e situações são fictícios, e as imagens e os vídeos foram criados com inteligência artificial.